sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Medo de Amar

Ironia seria a dor,
De um poeta que não ama,
E que sofre por temer,
Justamente o que mais clama.
Mas se o tal poeta existe,
E em mim ele reside,
Juntamente com o medo.
Que me faz sorrir mais triste.
Me pergunto aonde mora,
A coragem que se isola,
Da vontade reprimida,
Que amor nenhum consola.
Dos amores que não tive,
Das lágrimas que não chorei,
Me perdi nos devaneios,
Das respostas que não sei.
E na solidão amiga,
Que hoje me faz companhia,
Encontrei o medo tórrido,
Que gelou minhas fantasias.
Peço ao tempo que não pare,
Peço amores pacientes,
Que me entendam mais que eu,
Que se façam em mim presentes.

Lembranças de um Sentimento


Eu poderia simplesmente não lembrar
Se eu me lembrasse todo dia de esquecer
Mas nada disso hoje parece importar
Pois amanhã sei que não verei você
Mas haverá ainda assim um amanhã
E nele eu hei de poder sobreviver
Para provar que derrotas não derrubam
Os que na vida optaram por viver
E antes mesmo de uma mão se estender
Eu estarei pronto para levantar
Verei meus olhos não chorarem mais de dor
Quando os teus olhos resolverem me encontrar
E desta vez será bom eu me lembrar
De como um dia você pode me esquecer
E enxergar tudo o que eu já não vejo
Pois já não sinto mais amor ao ver você.